Constelação Familiar - O guia completo para você ser um excelente Constelador

Constelação Familiar - O guia completo para você ser um excelente Constelador

Foto de Giselle Cardoso

Giselle Cardoso

Terapeuta e Consteladora Familiar

Caro leitor, ser um constelador é se tornar um cirurgião de alma.

E para que você se aproprie de tudo o que é necessário das constelações e do constelador, eu me dediquei à construção deste guia completo, que revela e amplia a sua consciência acerca da Constelação Familiar e do papel do constelador.

Espero que você aprecie este conteúdo que te conduz saberes preciosos.

Me alegro com a sua chegada até aqui.

Me curvo diante do seu destino e de sua ancestralidade. Saúdo o seu eu mais evoluído, o seu estado de presença e a sua consciência.

Coloco-me ao seu serviço para aquilo que se faz necessário e espero que, com este guia, você possa elevar a sua compreensão acerca do constelador e da Constelação Familiar.

Antes de te conduzir por este caminho de clareza, te convido a dar um lugar em seu coração a nosso querido mestre Bert Hellinger, que iniciou e evoluiu as constelações familiares.

Obrigada, querido mestre. Te levo em meu coração. ❤

Neste guia completo, você descobrirá tudo que é essencial para se tornar um excelente Constelador Familiar! Vamos abordar os tópicos a seguir:

Sumário

O que é Constelação Familiar

A Constelação Familiar é um caminho para a cura, que movimenta aquilo que ficou estagnado na dor, trauma, sofrimento e tantos outros sentimentos que, dadas as circunstâncias, deixaram marcas de baixa densidade.

No movimento provocado com a constelação, modificam-se essas cargas, produzindo uma cura mais ampla, capaz de alcançar o corpo.

Para ser um Constelador requer entender como isso acontece:

Já disse Einstein, em sua teoria da relatividade, que: E=mc² (energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado), essa teoria afirma que há equivalência entre massa, tempo e energia.

Deste ponto, é interessante observar como você se sente em determinados ambientes, nos quais, muitas vezes, algo te provocará bem-estar ou mal-estar.

Isso acontece porque você acessou a energia que existe no campo desse lugar, presente na massa daquele local.

E o que provoca a energia é o acontecimento. Uma vez que a energia foi gerada, ela também é capaz de gerar acontecimentos equivalentes a ela.

Na verdade, energia e acontecimento são como o ovo e a galinha; muitos questionam quem chegou primeiro. Mas o importante é que ambos dependem um do outro para existirem.  🥚🐔

Deste ponto, levamos em consideração que o que leva a um trauma é um acontecimento traumático e, ao mesmo tempo, é a presença da energia daquilo que causou o trauma que conduz a novos traumas, gerando os campos mórficos.

A Constelação Familiar - As cargas transgeracionais e os campos mórficos

Imagine uma criança que morreu injustamente por balas perdidas na véspera do Natal.

No velório, há a presença da raiva, da injustiça e da profunda dor dessa mãe e pai que perderam seu filho único.

Não somente dos pais, mas também de todos aqueles familiares que têm um vínculo profundo com a família. Nesse ano, o Natal morreu para todos.

Não somente naquele ano, mas em todos os outros haverá a memória da tragédia.

Por isso, toda véspera de Natal, para essa família, se fará presente a lembrança, o pensamento da tragédia e, consequentemente, as sensações e os sentimentos que já geraram uma carga transgeracional (o que é passado de geração em geração), formando um campo de energia: tristeza, raiva, medo, angústia, pavor e saudade.

Os pensamentos representam a presença da energia externa: o terrível acontecimento que levou à injusta morte de uma criança.

Desses pensamentos surgem as sensações e sentimentos: raiva, medo, culpa, injustiça e tantos outros.

E eles geram um padrão de energia, um campo de informações, que, mesmo que o tempo passe, se não houver nenhum trabalho que modifique essa carga de densidade, essa família carregará o peso até depois da morte, deixando aos seus descendentes as mesmas sensações e sentimentos: culpa, dor excessiva, apatia à vida, adoecimentos severos, etc.

O problema dessas cargas de baixas densidades é que elas geram problemas, adoecimentos, infortúnios, e desses surgem novos acontecimentos traumáticos.

E a junção de tudo isso gera os campos mórficos, que é a presença de milhares de pessoas que carregam a mesma carga de dor.

Imagem que representa um campo mórfico de mulheres sofridas.

O trauma passado de geração em geração (transgeracional) - uma pesquisa científica

Pesquisadores da Universidade de Emory, em Atlanta, estudaram o quanto os genes sofriam alterações quando havia a presença de um trauma.

Para isso, foi feita uma pesquisa com pessoas que haviam passado pelo Holocausto, seus filhos e netos.

Também foi analisado um experimento no laboratório de Skinner, que é um experimento com ratos.

Com os descendentes que haviam passado pelo Holocausto, foi percebido algo em comum: comportamentos únicos, com traços específicos de revolta, introspecção e agressividade.

Já com os ratos, eles os expuseram ao trauma para avaliar os efeitos específicos no grupo da espécie.

Então, esses ratos foram expostos a um ambiente específico e, quando soltavam o cheiro da flor de cereja, eles levavam muitos choques, e isso foi assim por um tempo.

Depois, eles pararam de levar choques e, ao serem apenas expostos ao cheiro da flor de cereja, esses ratos ficavam apavorados mesmo sem a presença dos choques. Afinal, o cérebro já havia criado a associação do cheiro com o choque.

Como não era suficiente, necessitava-se avaliar quais eram os impactos nos descendentes desses ratos.

Então, aqueles que haviam sido expostos ao trauma foram colocados para cruzar entre eles e com outros que não haviam levado choques.

Para a surpresa dos pesquisadores, mesmo que os descendentes nunca tivessem levado choques na vida, todas às vezes que eles eram expostos ao cheiro da flor de cereja, ficavam apavorados.

Os ratos descendentes não tinham a consciência do ocorrido, tampouco poderiam saber por que aquele cheiro era aterrorizante, mas sentiam em seu corpo a palpitação do coração, a respiração ofegante, o estresse…

O que foi percebido com os ratos descendentes não é muito diferente de tantos de nós que:

Mesmo que nunca tenham sofrido um trauma com a altura, morrem de medo; mesmo que nunca tenham passado por uma situação de estar preso, têm claustrofobia; mesmo que nunca tenham sofrido uma humilhação em público, morrem de medo de se colocar para as pessoas.

O passado ancestral se faz presente em nossa vida, em nosso DNA, em nossas células, e é por isso que muitas vezes, mesmo desejando progredir, muitas pessoas não conseguem, porque há algo que impede, uma força maior devido à presença de traumas ancestrais no campo vibracional, no inconsciente, impedindo-as de viver em máxima plenitude.

Te convido a se centrar um pouco mais, para mergulhar através das próximas palavras e expandir a sua consciência de como isso acontece nas diversas famílias.

Continue imaginando a história:

Os pais que perderam tragicamente a criança, mudam de casa, de bairro, e decidem que querem ter outro filho.

Esse novo filho nasce cercado de excesso de amor, cuidado e proteção.

Com isso, cresce sendo uma criança mais introspectiva e, sem tanto acesso ao mundo, cercado pelo medo de ir além, se casa com a linda Camila Queiroz, consegue um empreguinho, e não consegue ter filhos.

Camila deseja ter filhos, e isso começa a gerar um problema entre eles, afinal, o seu marido não se dispõe a ação de fazer acontecer.

Ela se sente sobrecarregada, começam as brigas, ele não tem ação, perde o tesão e, na véspera do Natal, a relação se encerra com ele pegando ela na cama com outro.

Escavação da História 🔎

Continue comigo para entender o que é a escavação e o porquê ela é tão fundamental à constelação:

Nessa história podemos utilizar a escavação, uma metodologia que descobri para reconhecer os vínculos das dinâmicas adoecidas. Afinal, uma constelação não exclui a ação, e para termos ações diferentes precisamos ter a consciência dos caminhos obstruídos, das ações destrutivas as quais estamos atrelados cegamente pelos vínculos profundos dessas dinâmicas que adoecem.

Através desse reconhecimento se torna possível a mudança de rota para as ações construtivas e o caminho para as soluções se abrem. 

Ao escavar essa história, percebemos os vínculos trágicos que se originaram no acontecimento traumático: a morte da criança baleada na véspera do Natal que gerou a presença de crenças e lealdades muito específicas.

O quanto, o marido de Queiroz está vinculado ao irmão morto: a um profundo amor cercado pelo medo que gerou o excesso de cuidado de seus pais. E, por amor e lealdade a sua mamãe e papai, mesmo casando-se com a linda Camila Queiroz, impediu-se de ir além na vida, castrando o desejo e, na pulsão inconsciente, seguindo o seu irmão na morte.

A partir desse ponto, observamos o quanto a dificuldade de se abrir para a vida está vinculada a essa dor da tragédia, um profundo amor expresso por meio da fragilidade, do medo excessivo, e do destino vinculado à má sorte de não conseguir gerar uma criança.

Má sorte? Na verdade, isso tem outro nome de acordo com Bert Hellinger: trata-se da boa consciência.

O Papel da Boa Consciência

Boa consciência é quando, independentemente de certo ou errado, àquela pessoa se sente com bem-estar mesmo que seja o contrário do que ela deseja, ou até mesmo acredita.

Por exemplo: uma pessoa deseja enriquecer, mas veio de uma família pobre, de extrema escassez.

Então, essa pessoa estuda, alcança uma mentalidade para enriquecer, mas se auto boicota, não consegue executar, e procrastina.

Por mais que isso a faça se sentir um fracasso, uma parte dessa pessoa se sente confortável na permanência ao pertencimento. Ela, como seus pais, vendendo o almoço para comer a janta, um fracasso na vida, carrega internamente a frase: “pertenço a vocês, estando como vocês.”

Esse desejo tão profundo, capaz de acorrentar a alma, foi para onde estive dedicada ao longo dos mais de dez anos como terapeuta e consteladora, o qual o reconheci pertencente ao – eu criança.

O - Eu criança - e sua influência

O - eu criança - atua em camadas, nas dinâmicas dos vínculos mais profundos que nos levam a estar com comportamentos, repetindo padrões que nos impedem de estarmos na máxima potência da vida.
Ele atua a serviço da garantia ao pertencimento, à estrutura originária, etc. Já no exemplo anterior da família que teve a morte de uma criança baleada, é possível observar como essa dinâmica se dá.
Preste atenção: ao escavarmos o menino criado no excesso, reconhecemos as causas - medo da perda, sobrecarga da tristeza de sua mãe e pai causada pela dor.
Reconhecemos o quanto que, mesmo adulto, permanece no - eu criança, na dinâmica da boa consciência, não se permite ir além, vivendo sem conexão com a vida, não se permite viver, tampouco transmitir a vida por amor: ao seu irmão que foi morto baleado, ao seu pai e sua mãe que ficaram marcados pela tragédia.

Mesmo "adulto" e casado com a linda Camila Queiroz, não está na sua própria vida para viver esse casamento devido à boa consciência, do pertencimento, da lealdade ao seu clã originário que, consequentemente, está cercado pela energia da baixa densidade gerada pela dor da morte de seu irmão que nem chegou a conhecer.

Escavar essas dinâmicas para reconhecer os padrões de lealdade, a quem e ao que ele está inclinado, nos permite reconhecer a sutileza das dinâmicas do - eu criança - que atua no - eu adulto, a permanência da garantia ao pertencimento, a lealdade, as transferências que nos impedem de estarmos em nossa melhor versão diante da vida adulta.

Bert Hellinger e a prática de Escavação

Hellinger escava a todo instante

Quando estive com Hellinger em um de seus cursos, pouquíssimas pessoas constelaram.

Ele escavava situações, trazia direcionamentos, e muitos que sentaram ao seu lado para uma constelação, dizia: “você não está pronto para uma constelação”.

Neste momento, ele explorava o motivo pelo qual essa pessoa não estava pronta, entregando-lhe algo, e isso provocava um alívio em alguns e inquietações em outros.

Com isso, comecei a dar atenção a essa prática de Hellinger que nenhuma outra pessoa estava inclinada, e me aprofundei a esse lugar tão essencial: o direcionamento terapêutico e fundamental à constelação.

Percebi ao longo de minha jornada de prática e pesquisa, que era essa prática de Hellinger, sua postura, que o levava ao reconhecimento das dinâmicas adoecidas, as consequências da exclusão, da desordem, do desequilíbrio, do bem-estar, mesmo que isso fosse terrível…

Todo esse reconhecimento se deu por estar em contato com as histórias das famílias, e foi por esse caminho de descobertas que nasceu a base, o sustento de suas compreensões, daquilo que impede a pessoa de ter uma vida mais saudável e plena.

Essa prática não foi dita, tampouco ensinada; ela acontecia naturalmente através da postura e condução de Hellinger, que o guiava a uma consciência cada vez maior.

A escavação permitia a Bert Hellinger a certeza daquilo que cabia em uma constelação, um movimento, ou um direcionamento pontual e único.

Imagem que representa a escavação: conexão dos fatos históricos que deixam as marcas adoecidas.

Estudo de caso

A Escavação é o portal para a clareza que abre caminhos de solução

Preste atenção na história abaixo; ela elevará sua compreensão:

Bert estava bem adoecido, o que levou um de seus alunos a contatar o poderoso xamã Tata Katchora, que lhe disse sim em outubro de 2009. Voaram, Bert e Sophie(sua esposa), para o norte do México, na fronteira com os EUA, para encontrar esse poderoso índio.

Por quatro dias, Bert esteve com ele, debaixo de uma árvore, em silêncio. Tata olhou para Bert e disse: “você está muito nos céus, necessita da terra.”

Depois disso, Bert ficou bem e o convidou para o seu aniversário, que aconteceria em um importante seminário. Faltando três semanas para o aniversário, perceberam que Tata não tinha seus documentos para sair do país, sua casa havia pegado fogo alguns meses antes, e tudo o que estava dentro virou pó.

Tata nasceu em 14 de janeiro de 1914, bem na época da revolução mexicana, um período que deixou profundas marcas em sua alma e corpo, sem pai, sem mãe, e com uma recordação eterna, as marcas das flechas em seu peito…

Para piorar a situação, foram à Cidade do México, mas não o reconheceram. Com seus 96 anos, Tata Katchora se viu impedido de sair do México, com seu passaporte negado.

No meio desse impasse, Bert e Angélica almoçavam enquanto escavavam o problema até que Bert disse: “esse é um assunto da revolução mexicana. O pai de Tata foi morto em uma emboscada com o índio Geronimo, durante a revolução, e sua mãe foi levada pelos revolucionários.”

Nessa escavação, um caminho de solução se abriu para Angélica: “precisamos enviar um e-mail à irmã de Calderón, presidente do México, para pedir que intervenha nesta situação.”

Após o e-mail, o milagre aconteceu: Tata Katchora foi ao encontro de Hellinger, na Alemanha, com permissão do presidente do México.

É, meus amigos, o mundo não dá voltas, ele capota nos milagres da vida quando exploramos.

Moral da história: escavar nos permite aterrissar à consciência para que um caminho de soluções se abra. No caminho de quem caminha, os milagres acontecem.

Caso você deseje aprender a como fazer uma escavação, clique aqui.

Angélica Olvera, Tata Katchora e Bert Hellinger.

Os milagres de Hellinger através de suas escavações

As 3 leis universais que regem às dinâmicas da vida

Ao escavarmos, nos encontramos com caminhos que precisamos agir ou conduzir ações. Esse lugar foi por onde Hellinger percorreu, que o levou ao encontro das descobertas sobre as ordens do amor e da ajuda.

Quanto mais Hellinger olhava para as histórias das dinâmicas familiares nas constelações, mais ele chegava a uma mesma resposta:

Não se trata apenas daquilo que queremos, a vida tem uma força que a governa, e essa força é regida por três leis/camadas:

Pertencimento: todos têm o direito de pertencer, e quando isso não acontece, surgem padrões de repetição na dinâmica familiar que, de algum modo, vai buscar por pertencer àquela situação ou àquela pessoa que foi excluída.

Por exemplo, a falta de vitalidade na história do menino criado com excesso de proteção após seus pais perderem seu irmão remonta à história de como a situação traumática foi incorporada à sua dificuldade em vivenciar a vida e ser feliz com Camila.

Essa dificuldade em transmitir a vida, evidenciada pela fragilidade de seu sêmen, é um reflexo de estar imerso na dor da morte. Ela culmina em uma autodestruição, mesmo que inconsciente: “me mato para não matar”.

Aqui, observamos a presença da energia assassina daqueles que vitimaram seu irmão, incluindo tudo o que foi rejeitado.

Hierarquia: a vida é regida por uma cadeia de lugares, e quem estiver fora do seu lugar se aprisiona ao que não lhe compete. Quem chega primeiro, tem o seu lugar de precedência.

Por exemplo, quando um filho não reconhece os pais como grandes e se coloca em um lugar que não lhe compete, ele encontra dificuldades com qualquer pessoa que ocupe uma posição hierárquica superior, como professores, chefes, entre outros.

Deste lugar ficam travados, adentrando a camadas de ilusões, perdendo-se de si mesmo e de seu maior potencial.

Equilíbrio: as relações são regidas por dar e receber. Sem esse equilíbrio, a relação se perde e há desconexão.

Por exemplo, tudo começa com a interação entre duas pessoas: de uma para a outra, e vice-versa.

Se um dos parceiros em um relacionamento não dá, o outro também não poderá equilibrar. Vale ressaltar que não dar, é diferente de dar negativamente.

Mesmo nas relações negativas, existe um equilíbrio; sem ele, a relação morre.

Essas são as três camadas mais importantes que regem às dinâmicas da vida, reconhecidas por Hellinger, através de suas escavações com seus clientes e no reconhecimento no campo das constelações familiares que esteve conduzindo.

Como acontece uma verdadeira Constelação Familiar

A constelação familiar acontece por meio da representação corporal de um corpo vivo, podendo acontecer em grupo ou individual. 

Sempre, é melhor que você se permita estar em um grupo, entretanto, com as demandas da vida, não é sempre que se tem disponível um grupo para trabalhar aquela necessidade emergente. 

Portanto, o constelador individualmente com o seu cliente precisará reconhecer e representar tudo o que surge para perceber corporalmente os efeitos, e como se encontram as informações presentes no campo.

Seguindo com o exemplo da história:

Camila Queiroz e seu marido buscam um constelador para trabalharem na constelação a dificuldade de gestar.

O constelador, já ciente de que essa é uma questão maior que eles, ou seja, há um espaço que indica não depender apenas da força de ação do casal para tal abertura/disponibilidade, escava internamente e consulta o seu – eu interno – para certificar-se de quais elementos iniciará nesta constelação.

Afinal, mesmo que haja demandas iguais, cada caso é único.

Desta certificação, coloca na constelação uma pessoa para representar o sêmen e outra pessoa para representar o útero.

Sem que ninguém conte qualquer história, os representantes começam a sentir sensações e sentimentos no corpo daquilo que está vinculado à informação através do campo da constelação.

Logo, o sêmen é abarcado por uma profunda tristeza e olha fixamente para o chão. Essa posição indica que há um morto.

O representante do sêmen fecha os punhos, tem taquicardia, indicando a presença da dor, raiva, e medo desse morto que não foi reconhecido.

Neste instante, o sêmen começa a perder força e deseja estar com esse morto.

A consteladora guia o marido de Camila Queiroz para olhar para o morto, reconhecê-lo devidamente, dar a ele um lugar em seu coração, junto à tristeza e ao medo que se fazem presentes na constelação.

A raiva revela outras pessoas presentes: são os assassinos da criança. A eles também requer um reconhecimento: assentir a tudo o que foi, como foi. Caso contrário, a vida desse homem não teria chegado a existir.

Após o reconhecimento, o sêmen se levanta e se aproxima do útero, e a família sente, vê, e se apropria dessa nova imagem interna, muito diferente da imagem registrada a partir da dor da tragédia.

Neste momento, é possível observar o quanto esse homem se sente mais vivo, mais presente, e conectado com sua esposa.

É importante lembrar que, para que o constelador tenha a capacidade de reconhecer a necessidade do que se requer em cada constelação, requer que estejam sólidos os reconhecimentos de Hellinger através da escavação; estes não são conhecimentos encaixotados, são específicos, conforme o que se apresenta em cada caso.

Imagem que representa uma constelação familiar em grupo.

Os efeitos após a Constelação Familiar

Com os movimentos realizados com base no que o campo da constelação informou que necessitava ser trabalhado, há o reconhecimento de um amor com ordem, dando um lugar especial a tudo o que foi excluído. E as baixas densidades causadas pelo trauma no passado dessa família modificam-se.

Lembre-se da teoria da relatividade de Einstein, que nos diz que energia e massa são equivalentes.

Portanto, se um acontecimento, uma experiência traumática, é capaz de causar mudanças no corpo e gerar um padrão de frequência, o contato com a raiz daquilo que levou ao trauma, na intervenção necessária através do acesso ao campo mórfico em uma Constelação Familiar, gera-se uma nova frequência.

Seguindo o exemplo da história: o sêmen, que estava identificado com um campo de baixas frequências e sem força, recebe uma nova informação.

Com todo o trabalho realizado através da constelação, o homem se sente mais leve, relaxado e desperto para a vida. Agora, ele pode ver sua esposa, que também o vê de forma diferente.

Como acontece a representação em uma Constelação Familiar

A representação acontece através do corpo vivo. O corpo é a real e principal ferramenta da constelação.

No início, essa abordagem era chamada por Hellinger de: representação familiar, justamente por ser o corpo a ferramenta que dá vida a esse trabalho que cura, e que é fenomenológico.

Portanto, o corpo acessa a informação do campo através da linguagem corporal por tudo o que surge durante o trabalho na constelação, através dessa comunicação, é possível identificar a marca das cargas que estão influenciando a vida de todos os envolvidos, das baixas densidades, e a partir dos novos movimentos corporais que sanam, transformam-se em altas densidades.

Por exemplo: observamos em uma constelação, quando um representante fecha os pulsos com o dedão para dentro, indica: “me mato para não te matar”.

Quando há o reconhecimento do vínculo profundo, as mãos se soltam, e assim é com cada movimento do corpo, cada parte do corpo nos indica algo que precisa ser reconhecido e acolhido para que uma nova informação no campo, presente naquela situação, se abra. 

Destes reconhecimentos que conduzem a cura, a pessoa se alinha a vida mais leve e plena.

É interessante que você saiba, que o nome foi modificado para constelação familiar por um erro de tradução, transformando-se em constelação, o qual foi de bom grado a Bert Hellinger que passou reconhecer essa prática por: constelação familiar.

O que deve ser constelado?

Todas às vezes que uma pessoa tem um problema maior que ela mesma para resolver, requer constelar, já que, esses problemas são como o reflexo da imagem de um espelho. Ou seja, os problemas que se mostram no presente, são os reflexos das dores e traumas de nossos antepassados. 

Por exemplo: a dificuldade de engravidar, dívidas, dificuldades no trabalho que ultrapassam o seu poder de ação/decisão, adoecimentos, sintomas, acidentes, e outras questões/acontecimentos que estiverem além do poder de ação daquela pessoa.

Estes, estão como o dedo apontado para uma situação mal resolvida, que gerou um campo de dor, e este problema convoca a solução daquilo que está latente na alma familiar.

Na constelação, o que gerou as baixas frequências das experiências vividas no passado, modificam-se, liberando a pessoa desse campo de cargas transgeracionais e curando a alma familiar através do movimento de amor, inclusão, e respeito àqueles que sofreram, possibilitando a chegada, para todos, um movimento de paz e reconciliação.

De quanto em quanto tempo se pode constelar?

É interessante observarmos a evolução das constelações a partir desse ponto, em que, no início, Bert Hellinger disse que se constelava uma vez na vida. Após um tempo se evolucionou, e ele começou a perceber que se constelava mais vezes, com isso passou a dizer que seria a cada dois anos, a cada ano…

Anos mais tarde, com outra evolução, disse que seria a cada dois meses. E a última vez que ele falou sobre esse tema, em meados de 2004/2005, disse que se constelava a cada vez que se necessitasse de uma constelação.

Neste sentido, é importante observarmos no histórico das constelações, o quanto o ritmo se acelerou.

Antes, tínhamos que esperar mais tempo, hoje em dia podemos dizer que o campo mórfico nos ajuda a que tudo se assimile muito antes, entretanto, não há resposta, para cada caso se faz distinto mediante ao que se passa, e a real necessidade.

Como o constelador sabe conduzir o que deve ser constelado?

Quando um cliente chega com uma demanda, é necessário reconhecer se ela serve à necessidade para guiar as novas ações através da condução da ampliação da consciência referente às dinâmicas adoecidas às quais ele está envolvido, ou se é um caso cirúrgico.

É como ir ao médico: na maioria dos casos, ele te passa uma ação referente ao que se necessita, seja o uso de um medicamento, uma fisioterapia, atividades, uma reorientação alimentar, um óculos para utilizar…

Enfim, uma nova ação para aquilo que você precisa ou deseja, e tudo isso é como a escavação.

Em outros casos mais graves, ao identificar a necessidade, o médico conduz a uma cirurgia; aqui é a constelação.

Assim como o médico precisa reconhecer o corpo e suas necessidades para direcionar e, talvez, ir para a mesa cirúrgica, é com o constelador; antes, precisa saber escavar.

E era isso que Bert fazia em vários casos, como terapeuta e constelador, trazendo direcionamentos por uma firmeza, uma compreensão que elevava a consciência do cliente, e, ao mesmo tempo, sabia se ali, ele conduziria aquela demanda ao campo por uma constelação, um movimento profundo ou o direcionamento.

No instante em que o cliente busca por Hellinger e está na sua direção, é possível que, com o olhar cirúrgico de Bert para a fala do cliente e a postura, conseguisse naturalmente perceber as dinâmicas ocultas que necessitavam serem elucidadas.

Foi essa habilidade de escavar, de reconhecimento, que possibilitava a condução assertiva de nosso mestre.

Continue comigo, e preste atenção:

Uma pessoa constela tudo aquilo que estiver em um alto grau de dificuldade: um adoecimento, sintomas, ou até mesmo um acidente.

É importante saber que a constelação, assim como a vida, é algo sistêmico, e que, quando se constela a questão mais importante, ela irá mexer nas demais peças.

Portanto, se uma pessoa tem muitas questões importantes e sérias a serem trabalhadas, é importante que a pessoa sempre avalie qual delas é a mais importante diante da vida, e caso a pessoa não consiga reconhecer qual deve trabalhar primeiro, o constelador a ajuda para chegar a esse reconhecimento através do reconhecimento do que é vital.

Outro fator essencial a ser ressaltado, é que, com a evolução das constelações, é possível constelar sem um tema específico, nesse caso, o próprio campo trará aquilo que se requer ser trabalhado na alma daquela pessoa para haver a completude do que se requer.

 

Quais são os passos para um constelador conduzir uma Constelação?

1º O constelador deve estar totalmente centrado. Quando um cliente chega para trabalhar um tema, há naturalmente um deslocamento na energia do constelador que pode ser identificado por sua habilidade de escavação e conexão com o sentir.

É crucial reconhecer esse deslocamento e retornar ao estado de centramento.

Essa capacidade de permanecer centrado é um dos aspectos fundamentais que abordo na formação “Jedi do Campo”, destinada àqueles que têm a total capacidade de escavar.

O reconhecimento pleno do sentir é vital, pois a falta deste entendimento pode levar o constelador a não estar adequadamente a serviço da vida do seu cliente, atuando sob a influência da contratransferência.

2º Após alcançar o centramento pessoal, o constelador deve também conduzir o processo de centramento no cliente e em todos que estão na atmosfera dessa constelação, seja em grupo ou individualmente.

3º A questão a ser abordada na constelação precisa ser apresentada de forma simples e sucinta, sem que haja qualquer envolvimento pessoal do constelador com a situação do constelado.

As conexões pessoais estão arraigadas às lealdades do constelador, e para esse reconhecimento é necessário o domínio da técnica de escavação.

4º Com o tema claramente identificado, com a distinção clara se é algo de escavação ou constelação, o constelador usa sua sensibilidade e sente em seu corpo aquilo que precisa ser colocado para ser representado.

A partir desse ponto, informações surgem através do contato com o campo, incluindo aspectos como um morto que está em sofrimento e que não foi devidamente reconhecido ou não teve a concordância de sua morte, abortos, traumas, dores, dentre outros.

Novos representantes são escolhidos com base no que o corpo do constelador informa.

Através da identificação corporal, dos sentimentos e sensações, há o reconhecimento do vínculo através dos movimentos, o assentimento ao que se mostra, e a inclusão daquilo que se necessita.

E para isso, requer ser um mestre do campo.

Essencialmente, ser um mestre do campo é semelhante a ser um “Jedi”, que reconhece, através da representação, o que o campo indica que está em busca de uma cura.

Há algum pré-requisito para poder constelar?

Primeiro, é crucial que a própria pessoa decida ir até a constelação. Essa escolha e a procura devem vir dela mesma, não sendo uma decisão tomada por outrem.

Existe uma distinção significativa entre receber uma indicação e decidir ativamente, entende? Esta ferramenta de ajuda demanda que o indivíduo esteja no comando de sua própria vida.

Assim, a decisão de constelar é tomada pela própria pessoa, a partir do seu eu mais adulto, não sendo imposta por outra pessoa.

Em segundo lugar, compreender que a constelação é parte integrante do desenvolvimento e crescimento pessoal é vital.

O primeiro passo neste desenvolvimento começa com a aceitação da nossa vida como ela é, em que continuamente estamos equilibrando o dar e receber.

Por último, é necessário entender que, se alguém tem um filho menor, essa criança não participa diretamente da constelação, dada a sua idade e incapacidade de decidir sobre as mudanças necessárias.

Neste contexto, é essencial que os pais, ambos ou um dos avós, possam constelar as dificuldades ou adoecimentos manifestadas na criança.

Posso constelar por outra pessoa?

É fundamental que a própria pessoa busque experienciar a sua própria constelação, assentindo aquilo que precisar ser assentido referente ao que está vinculado a ela.

No entanto, existem situações específicas, como: quando filhos enfrentam graves dificuldades que os impeçam de participar de uma constelação, ou ainda não estiverem como adultos, sendo então os pais que constelam por eles.

No relacionamento afetivo, questões referentes a um dos parceiros também podem ser exploradas pelo outro, já que ambos compartilham um destino comum, e o que se passa com um afeta diretamente o outro.

Contudo, outras figuras, como pais, irmãos ou amigos, não devem ser representados na constelação por terceiros, a não ser que sejam eles mesmos a experienciar a sua própria constelação.

Habilidade

Quando o profissional tem habilidade naquilo que executa, torna-se natural, rápido e eficiente.

Uma vez li o best-seller de James Clear, “Hábitos Atômicos”, no qual ele conta sobre uma história que ouviu do psicólogo Gary Klein:

Uma mulher, depois de trabalhar por muitos anos como paramédica, deixou todos de boca aberta em um encontro familiar ao ver o sogro e dizer: “Não gosto da sua aparência.”

O sogro, achando aquilo estranho, retrucou em tom de brincadeira: “Eu também não gosto da sua.”

“Não!” Ela insistiu. “Você precisa ir para o hospital, agora!”

Ao chegar ao hospital, o homem foi submetido a exames, que detectaram um bloqueio na artéria e corria o risco de sofrer um ataque cardíaco.

Sem o olhar cirúrgico causado pela habilidade experiencial de sua nora, ele poderia ter morrido.

Quando desenvolvemos uma habilidade natural do processo de execução, simplesmente executamos, não analisamos.

Por isso, Bert Hellinger não trazia sua habilidade de escavador das dinâmicas adoecidas; ele as executava.

Percebo que, graças ao meu olhar cirúrgico para o campo cirúrgico de Hellinger, pude distinguir e reconhecer essa habilidade de prática natural, podendo desmistificar esse processo para ajudar terapeutas e consteladores a obterem verdadeiramente uma habilidade no campo de ajuda.

A alma e o corpo

O corpo pertence à alma. E, diferentemente dos exercícios físicos que o corpo necessita, a alma requer movimentos. Exercícios são mecânicos, repetidos centenas de vezes sequencialmente.

Portanto, exercícios mecânicos para a alma, a cutuca e fere. Já os movimentos profundos são capazes de alcançá-la, conduzindo-a para um lugar de sanação.

E é isso que um constelador precisa saber: reconhecer quais movimentos profundos a alma requer, para sanar a dor que carrega, e somente assim, a alma é conduzida a outro lugar, levando novas sensações e sentimentos a esse corpo.

Esses movimentos profundos são realizados tanto através da identificação da necessidade por uma Escavação, ou do reconhecimento da situação revelada através do campo, expressada pelo corpo, em uma constelação.

Qual a diferença de um movimento em uma Constelação ou por uma condução pela Escavação?

A constelação é um processo de vários movimentos sequenciais que surgem da necessidade da demanda do campo: desse lugar desconhecido da mente.

O corpo, acessa o que necessita da dinâmica adoecida na alma, e deles, movimentos profundos já acontecem naturalmente durante todo processo no campo de uma constelação.

Diferentemente de uma constelação que ocorre através da identificação do corpo no campo, um movimento por uma identificação com a Escavação, é algo mais pontual da necessidade reconhecida ao escavar.

Qual a diferença entre os campos mórficos e campos morfogenéticos?

No início deste guia, expliquei como se cria um campo mórfico e, é crucial compreender a distinção entre um campo mórfico e os campos morfogenéticos:

Os campos morfogenéticos são cientificamente representados através do holograma do DNA, já os campos mórficos têm uma importância transcendental para a nossa vida individual, bem como para o que ocorre em uma constelação e, ao mesmo tempo, para a transformação coletiva a serviço do destino coletivo.

Perceba um pouco mais essa distinção:

Campos Morfogenéticos: São campos invisíveis que moldam a forma e a estrutura, especialmente em seres vivos, operando por meio de uma “memória” que acumula informações sobre a forma de uma espécie ao longo do tempo.

Por exemplo, se muitos membros de uma espécie possuem uma característica específica, como a cor das penas, o campo morfogenético dessa espécie “registra” essa informação, influenciando as futuras gerações a apresentarem características semelhantes.

Campos Mórficos: Influenciam o comportamento, os padrões e as interações em grupos sociais de seres vivos, baseando-se na ideia de ressonância mórfica, onde comportamentos repetidos fortalecem o campo, influenciando os membros futuros da comunidade.

Um exemplo é quando um grupo de pássaros aprende um novo padrão de voo mais eficiente; esse comportamento pode ser transmitido a outros membros do grupo por meio do campo mórfico, tornando o novo padrão mais comum na comunidade.

Em resumo, enquanto os campos morfogenéticos estão relacionados à formação física e estrutural ao longo do tempo, os campos mórficos dizem respeito a influências sobre comportamentos e interações sociais por meio da reprodução. Ambos são invisíveis, mas moldam o desenvolvimento e a dinâmica das espécies.

Erros cometidos em uma constelação que geram medo e insegurança no constelador

A clareza sobre a natureza do trabalho em constelações é fundamental. A falta de habilidade para Escavar, a ausência do centramento necessário e um entendimento inadequado do próprio corpo e das dinâmicas indicadas podem resultar em contratransferência e manipulação, baseadas nas armadilhas das próprias crenças e lealdades pessoais do constelador.

Isso acarreta ao constelador sentimentos como medo e insegurança, prejudicando o cliente, e consequentemente, na compensação, o próprio constelador.

Constelação com bonecos

Imagem que representa bonecos utilizados em Constelação.

Entenda porque a constelação familiar com bonecos não é considerada uma constelação:

Talvez você possa se contrariar comigo neste momento com essa afirmação, mas convido você a abrir-se para esta clareza, e perceber se tudo o que eu lhe trouxer aqui, faz sentido:

Bom, na minha primeira formação em constelação familiar há mais de dez anos, com um conceituado grupo no Brasil, eu também aprendi a trabalhar com bonecos em uma constelação.

Contudo, graças a minha pulsão evolutiva, olhar analítico de pesquisa e aprimoramento, com formações internacionais no decorrer dos anos, bem como:

  • Constelação Familiar por Bert Hellinger e Sophie Hellinger – Hellinger Sciencia
  • Trauma com Vivian Broughton – Inglaterra
  • Sintomas e Doenças com Stepan Hausner – Alemanha
  • Terapia Sistêmica Fenomenológica Integrativa – Constelações no Atendimento Individual por Alexandra Caymmi – Suíça
  • O Trabalho Sistêmico Fenomenológico nas Organizações/Empresas – Bárbara Hoogenboom – Holanda Hellinger Schoool
  • As novas constelações com Brigitte Champetier – Espanha
  • Pós-graduada em Pedagogia Sistêmica pela Universidade Multicultural – CUDEC- México

Bert Hellinger, Sophie Hellinger, Giselle Cardoso, Angélica Olvera, Barbara Hoogenboom, Stephan Hausner

Pude reconhecer as formas equivocadas com as quais a constelação familiar foi disseminada no Brasil, e uma delas é o uso do boneco.

A prática com boneco

A prática com bonecos surgiu da observação de um casal, alunos de Hellinger, que ao estarem em sua casa e se defrontarem com os bonecos(brinquedos) dos seus filhos espalhados no chão depois de um momento de brincadeiras, pensaram: “nossa! Seria muito interessante usarmos os bonecos para explicarmos as constelações.”

Portanto, eles passaram a utilizar os bonecos como uma ferramenta pedagógica de ensino sobre como funcionam as percepções de Hellinger reconhecidas através de suas escavações durante o trabalho com as constelações familiares.

Utilizando-os a serviço do reconhecimento do pertencimento, hierarquia e equilíbrio entre dar e receber.

Portanto, quando uma pessoa pega um boneco grande para si e um pequeno para os seus pais, é possível mostrar na imagem, levando à consciência, esse estado de reconhecimento de estar maior que os pais.

Entretanto, essa é uma condução à percepção mediante uma ferramenta pedagógica que difere da constelação.

Bert Hellinger nunca utilizou bonecos

Bert Hellinger nunca usou bonecos em suas constelações; essa prática não é reconhecida como pertencente às constelações familiares. Ela se faz útil como uma ferramenta lúdica, pedagógica, para alguns reconhecimentos básicos.

Hellinger escavava as histórias para conduzir direcionamentos assertivos, para reconhecer as dinâmicas adoecidas, para saber a que e quem estava atrelado e posicionar, para levar ao corpo àquilo que busca por uma cura.

Ainda que Hellinger possuísse e transmitisse ensinamentos, estes não eram um conhecimento encaixotado; sempre havia uma condução evolutiva, uma postura fenomenológica, uma abertura ao que se revelava, seja por meio da escavação ou das representações na constelação, visando a cura necessária daquilo que o campo informa que necessita do reconhecimento.

Te desafio a buscar em toda a obra literária de Hellinger e verificar se em alguma delas, ele cita ou ensina a constelação com bonecos. 

Constelar e o seu real significado

Constelar significa permitir que o corpo vivo entre em contato com a informação presente no campo, esse corpo expressará silenciosamente as informações: sensações, sentimentos, e comportamentos essenciais para que as outras peças vinculadas à questão venham a tona, e possam receber as informações necessárias de cura.

E o mais surpreendente é que, com apenas uma sessão de constelação familiar, é possível vivenciar transformações profundas e obter resultados incríveis.

A Constelação Familiar e a Escavação

Lembre-se sempre que ser um constelador é como ser um cirurgião, e alcançar essa etapa requer atravessar uma base sólida que te capacite a expertise em identificar as dinâmicas adoecidas da vida. A partir desse ponto, tudo se conecta, e o processo inicia com a escavação que serve a constelação.

E se você desejar saber um pouco mais sobre a escavação, o primeiro nível para se tornar um mestre do campo, se você sente que está pronto para ir além, dominando completamente a habilidade da escavação, saiba que existe um próximo nível: o Programa Escavação, onde você terá acesso a um método estruturado, prático e aprofundado, que transformará você num terapeuta extraordinário.

Nem todo problema precisa de uma constelação. Mas todo constelador precisa saber escavar.

Se você compreendeu isso, o próximo passo é inevitável.

Como o constelador define o valor de sua sessão de Constelação Familiar?

Todo valor confere ao reconhecimento daquilo que o profissional tem a oferecer. É sobre o quanto o constelador tem, para o tanto que o cliente tomará do trabalho.

Portanto, esse valor transformado em preço necessita estar em sintonia com a verdadeira camada de habilidade do constelador. E, para descobrir qual o melhor preço para o momento, pode-se utilizar o campo e verificar qual é o valor mais justo para o constelador, com tudo o que ele tem a oferecer.

Entretanto, apresentando uma forma mais concreta, geralmente um constelador nível Jide do Campo costuma cobrar no mínimo R$ 700,00.

Já uma sessão terapêutica com as práticas da escavação custa no mínimo R$ 350,00 por sessão. Entretanto, esses valores variam dependendo do profissional e da sua disponibilidade de agenda.

Um profissional iniciante pode começar os atendimentos sem cobrar?

É importante trazer uma observação de Freud sobre esse assunto, em que ele diz que “o cliente que não paga não se permite curar, porque não deu nada para equilibrar”.

Portanto, para receber, tem que dar.

É fundamental ter um preço. Um valor justo para que o cliente se sinta reconhecido ao que pode dar e, ao dar aquele determinado valor, poder merecer o trabalho.

Assim, o cliente poderá estar de igual a igual para receber a cura.

Sobretudo, cobrar trata-se de respeitar a dignidade do cliente.

Clientes que desejam o trabalho gratuito

Estes estão atuando desde o seu – eu criança, e desse lugar, o eu criança não estará para curar nada.

Somente os adultos estão dispostos a dar o valor daquilo que receberam, e deste modo, conseguem abraçar a cura que já está para eles.

Agradecimento

Antes de mais nada, de meu guia ao seu, fico extremamente feliz pela sua jornada até aqui.

Espero que sua consciência, percepção e clareza tenham evoluído significativamente em relação às constelações familiares, seu propósito, o que é necessário para se tornar um verdadeiro constelador e o que é essencial neste trabalho que abre portais de cura. 

Se este guia, criado para ampliar sua consciência e proporcionar um entendimento mais profundo sobre as constelações e o papel do constelador, cumpriu seu propósito, gostaria de pedir um favor:

Compartilhe-o com pessoas que você conhece e que se interessam por constelações, especialmente consteladores ou aqueles que desejam se tornar consteladores de excelência.

Obrigada. Escolha a vida e até logo. 

Com amor,                            

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